Nota da Administração
A Engecass foi fundada em 1995, na cidade de Lontras SC. Com quatro colaboradores, um pequeno capital e a experiência de seu fundador como executivo e engenheiro acumulada na tarefa de projetar, construir e vender mais de 200 caldeiras.
Iniciamos fabricando estufas para secagem de madeira e, logo a seguir, fabricamos caldeiras, silos e sistemas de armazenagem. O crescimento se deu ininterruptamente: em 1997, iniciamos a fabricar e comercializar elevadores automotivos, rampas para alinhamento de direção, rampas para troca de óleo e outros equipamentos destinados ao reparo e manutenção de veículos automotores. Essa unidade de negócios se expandiu para, mais tarde se organizar como Divisão de Produtos Automotivos. Progressivamente, desenvolvemos sistemas mecânicos para otimização e operação de estacionamentos para veículos. A seguir, passamos a fornecer máquinas para alinhamento de direção, balanceamento de rodas e montadoras de pneus.
Nesse período, a empresa adquiriu, construiu e ampliou instalações industriais e a sua sede administrativa. Adquirimos novas máquinas e equipamentos, modernizamos as instalações e a Engecass alcançou a configuração atual. São três fábricas em duas áreas industriais, em 35.000 m² de terreno e 12.000 m² de área construída.
A Divisão de Produtos Automotivos e sua linha de produtos foram impulsionadas pelo comportamento da indústria automobilística. Com produtos mais sofisticados, ampliação do mix de oferta e crescimento expressivo das vendas de veículos novos não só impulsionou o mercado de reparos e manutenção de veículos, como mudou seu perfil, favorecendo o posicionamento de mercado dos nossos produtos dirigidos para esse segmento. A Divisão de Produtos Automotivos, na linha de elevadores e rampas, é líder de mercado.
Na Divisão de Produtos de Vapor desenvolvemos nosso negócio com foco no mercado da cadeia produtiva da madeira. Esse setor mostrou, na década de 90 e até meados de 2005, um crescimento consistente. A partir de 2005, no Mercosul, sofreu os efeitos da valorização das moedas locais e queda dos preços internacionais. Foi especialmente afetado nos mercados onde temos presença e tradição: Brasil, Argentina e Chile.
Excetuando-se a indústria de papel e celulose, as que estão em nichos especiais de mercado, aquelas ligadas a grandes grupos e as que possuem base florestal, a regra predominante foi a suspensão dos investimentos. Não raro plantas foram desativadas e a condição atual ainda não incentiva a retomada dos investimentos.
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Logo, em 2006, sofremos sério revés e interrompemos a trajetória de expansão ininterrupta que se verificava desde a fundação. Ajustes foram postos em prática, já em 2005. Reduzimos o ponto de equilíbrio acomodando as estruturas ao novo patamar de vendas.
Conquistamos novos níveis de eficiência e de produtividade. Obteve-se efetivo ganho de qualidade de produto e processo. E, em sincronia com os esforços de ajuste, se buscou diversificar mercado. A ação de vendas da Divisão de Vapor buscou novos negócios na agroindústria, na indústria têxtil, química e de serviços. A necessidade de conquistar espaço concorrendo em mercados onde não possuíamos a mesma tradição, a par de uma situação econômico-financeira debilitada, impossibilitou-nos participar da retomada das atividades da indústria de bens de capital no segundo semestre de 2006 e ao longo de 2007. Os resultados na conquista de novos mercados se mostraram satisfatórios, porém, os efeitos não se produziram a tempo para reverter o quadro, que ao final do primeiro trimestre de 2007 se agravou.
Buscar uma solução estruturada para equilibrar as finanças e, ao mesmo tempo, não descaracterizar o negócio foi determinante. Decidimos, então, solicitar o regime de Recuperação Judicial o que foi feito em julho de 2007. O pedido de Recuperação foi deferido pelo Juízo da Segunda Vara Civil da Comarca de Rio do Sul em 09 de agosto de 2007 e o Plano de Recuperação foi aprovado para ser publicado em 06 de março de 2008.
As vendas no segundo semestre ainda se ressentiram dos efeitos da fase aguda da crise. Em contrapartida o negócio mostrou viabilidade e vigor com o lucro reaparecendo após agosto.
As expectativas para 2008 são positivas. Mantemos a liderança no mercado de elevadores automotivos e a Divisão de Vapor detém contratos de venda de equipamentos no valor de R$ 11,7 milhões para entrega até o final do primeiro semestre.
Conhecemos e entendemos as causas do ocorrido que culminou na busca pela proteção do regime Recuperação Judicial. Mantemos viva a memória dos desacertos para extrairmos dali o máximo de aprendizado.
Concluímos afirmando que os fatos e dados asseguram não só a viabilidade do negócio, como também, que os nossos Valores e Princípios estejam preservados e que nossa Missão seja cumprida com crescente êxito.
E, por fim, agradecemos aos que deram sua contribuição e aos que apóiam a Engecass no caminho ao sucesso.
Paulo Roberto da Cass
Diretor
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